O labirinto do relativismo moral

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Este é um artigo que eu traduzi, com a permissão do autor, e que foi publicada na revista Inquietude, um periódico acadêmico da faculdade de filosofia da UFG. Trata-se de um artigo do professor Paul Boghossian sobre a possibilidade de falarmos de valores não-relativos.

Link da publicação: https://inquietude.xanta.org/index.php/revista/article/view/96/121

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Ficções interativas: obras literárias com estruturas narrativas complexas

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Fig. 1: Esquema traçado por Borges para explicar a estrutura do livro April March

O conceito de uma estrutura narrativa complexa já estava esboçado em 1941, na obra de Jorge Luís Borges.

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Entrada na pós-modernidade: Nietzsche como ponto de inflexão.

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Hegel e seus discípulos não questionaram as conquistas da modernidade. A época moderna encontra-se sob o signo da liberdade subjetiva. Esta se realiza na sociedade como um espaço para a persecução de interesses próprios, assegurada pelo direito privado. Realiza-se no Estado como participação na formação da vontade política. Realiza-se na esfera privada como autonomia e auto-realização ética, e na esfera pública como processo de formação que se efetua pela apropriação da cultura tornada reflexiva. As figuras do espírito absoluto e objetivo assumiram uma estrutura na qual o espírito subjetivo pode emancipar-se da naturalidade das formas de vida tradicionais.

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