Autoanálise de texto

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M.C. Escher – Drawing Hands

Um texto literalmente auto-explicativo

O texto não pode ser analisado, pois não tem conteúdo algum. Agora o texto se contradiz, criando um conteúdo para explicar sua anterior falta de conteúdo. O texto então parece girar em torno de explicar-se enquanto vai sendo escrito, o que sugere metalinguística, que é um dos seus temas favoritos do autor.

O autor também parece ser muito breve em seu assunto, pois o texto tem apenas um parágrafo. E no segundo parágrafo o autor se contradiz, uma vez que este parágrafo começa explicando que o texto é curto demais, fazendo com que este se estenda. Podemos perceber que é impossível que um texto analise a si mesmo, e qualquer aparência de uma “autoanálise textual”, termo que por si só é uma liberdade poética, não passa de um recurso artístico. O texto agora tenta fazer uma finalização breve para caber na construção de dois parágrafos.

Porém o texto falha nessa tarefa e prossegue por mais um parágrafo, aparentemente inesperado. Há ainda muito que o texto poderia dizer sobre si mesmo e sobre a validade de sua própria análise, mas ele prefere não fazê-lo, pois poderia não ter fim. O texto então encerra sem con… (FIM)

Autor: Janos Biro

Você não existe, e eu também não.

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