O labirinto do relativismo moral

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Este é um artigo que eu traduzi, com a permissão do autor, e que foi publicada na revista Inquietude, um periódico acadêmico da faculdade de filosofia da UFG. Trata-se de um artigo do professor Paul Boghossian sobre a possibilidade de falarmos de valores não-relativos.

Link da publicação: https://inquietude.xanta.org/index.php/revista/article/view/96/121

“Um pretenso relativista moral precisa decidir se sua visão concede a existência de alguns fatos morais absolutos ou se concede a um relativismo puro, livre de qualquer compromisso com absolutos. A última posição, eu argumentei, é mero niilismo, enquanto a primeira leva-nos para fora do relativismo e de volta para a busca da moral absoluta.”

Autor: Janos Biro

Você não existe, e eu também não.

4 comentários em “O labirinto do relativismo moral”

    1. Acredito, como o autor do artigo, que é realmente muito difícil negar totalmente a existência de fatos morais absolutos sem cair no niilismo, o que não quer dizer que tenhamos como saber quais são esses fatos morais absolutos. Eu acho que temos um conhecimento acerca da moral que é passível de erro, de mudança e de atualização. Eu desconfiaria de qualquer um com uma proposta de moral absoluta, como um agnóstico. Porém não descarto a possibilidade de que a ação humana se estruture sobre uma realidade material que pode definir certos limites que poderíamos chamar de “absolutos”, embora discorde dos métodos racionalistas ou utilitários para traçar limites rígidos demais.

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    1. Sim, ele escreveu “The Moral Landscape: How Science Can Determine Human Values”, que é um livro interessante, porém bastante controverso.

      Paul Boghossian e Sam Harris tem visões um pouco diferentes sobre a objetividade dos valores morais, e eu tendo a concordar mais com o Boghossian. Se souber inglês e se interessar pela controvérsia entre ambos, recomendo: http://rationallyspeaking.blogspot.com/2011/07/.

      Comparado com o trabalho de Boghossian, o de Sam Harris não alcançou tanta relevância na academia, mesmo entre os filósofos ateus, pelos motivos que são apontados nesse artigo do Massimo Pigliucci. Todos esses autores são ateus, a discordância deles é epistemológica e um pouco mais complexa de ser compreendida.

      Se você entender inglês, Paul Boghossian explica seus pontos centrais nesse pequeno vídeo: https://www.youtube.com/watch?v=A5hVne3FxRI

      Não quer dizer que o relativismo tenha sido completamente descartado da academia. Para um exemplo de uma “defesa” do relativismo na filosofia, recomendo: https://distropia.wordpress.com/2011/10/24/boghossian-versus-relativismo/

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